
IPREDE
Projeto Mãe Mediadora incentiva fortalecimento da relação entre mãe e criança
Só mesmo uma mãe para compreender o universo de outra mãe. Ainda mais quando uma praticamente viveu ou vive uma situação social próxima ou semelhante à da outra. Foi diante da constatação de que a mãe é a principal incentivadora do desenvolvimento infantil e da observação de que há uma aproximação maior e mais profunda entre pares que o Instituto de Promoção da Nutrição e do Desenvolvimento Humano (Iprede) desenvolveu o projeto Mãe Mediadora, cuja formação da primeira turma com seis mães aconteceu de 05 de setembro a 21 de dezembro de 2011.
Trata-se de uma iniciativa que visa promover o desenvolvimento harmonioso da relação entre mães e filhos, através do incentivo de outra mãe, capacitada para atuar como mediadora de uma relação que é natural, mas nem sempre presente.
As seis mães, que participaram de um projeto piloto, passaram três meses recebendo capacitação teórica e prática no setor de mediação do Iprede. É lá onde as mães despertam para a importância de ser um agente do crescimento saudável do filho, na medida em que entendem que brincar, dar carinho, cuidar, ser gentil, elogiar, escutar a criança é estar promovendo o seu desenvolvimento e fortalecendo a relação entre os dois.
A coordenadora do Projeto Mães Mediadoras, Ticiana Melo de Sá Roriz, explica que as mães receberam capacitação do grupo de profissionais do Iprede baseados nos fundamentos do programa da Organização Mundial da Saúde (ONS) "Mediational Intervention for Sensitizing Caregivers (MISC), que visa modificar ou melhorar o relacionamento interativo entre a mãe e a criança.
Na capacitação, as mães aprenderam como expandir e executar oito regras baseadas nos fundamentos do MISC, que são expressar amor; ter uma "conversa com a criança"; acompanhar a conduta da criança; demonstrar apreço com o que a criança deseja fazer; concentrar atenção e compartilhar experiências; dar sentido ao mundo da criança; ampliar a experiência da criança; e aprender regras, limites e valores.
A ideia, segundo Ticiana Melo de Sá Roriz, é formar outras turmas de mães para testar a metodologia no próprio Iprede e, em futuro próximo, buscar financiamento para aplicar o programa nas comunidades.
Em primeiro momento, a coordenadora do Mãe Mediadora destaca que o projeto piloto já obteve resultado positivo, uma vez que mostrou que estão no caminho certo já que a mediação feita por outra mãe mostrou-se, em alguns casos, mais aceita do que a feita por profissional.
"Nós observamos que as mães têm menos resistência às intervenções feitas por outras mães do que as realizadas por profissionais. Aquela mãe mediadora vive no mesmo universo das outras mães, considerando a questão social, experiências, linguagens, entre outros fatores e, por essa proximidade, chega de forma mais eficiente à outra", explica.